segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Os Imprevistos Ajudam a Crescer


            Reservar antecipadamente por semanas um vestido para um grande evento, planejar minuciosamente aquela viagem, esboçar detalhadamente aquele grande projeto, e, no dia: o vestido teve uma mancha que não conseguiram retirar, a viagem foi cancelada por motivo de mudança climática, ou o projeto foi totalmente modificado por questões de mercado.  Um forte desespero tomou conta de todos nessa situação, e, alguns demoraram dias ou até meses para se reestabelecer. Digo que alguns passam até anos remoendo a situação. Grande desgaste físico e da alma.

            É necessário a aprender a se comportar diante dos imprevistos. Só assim a pessoa terá capacidade e discernimento para retomar a situação e promover ações para recomeçar ou replanejar. Inúmeras pessoas e profissionais não tem capacidade emocional para lidar com imprevistos. O comportamento mais comum nessa hora é as pessoas procurarem culpados para justiçar o imprevisto e também culpados por ela não conseguir contornar a situação por causa do imprevisto.
           
            Leia e reflita: nada, nada é 100% garantido e nada, nada, é 100% irreversível. A habilidade e criatividade em propor modificações necessárias a continuidade do projeto, quer seja ele pessoal ou profissional dita o quanto a pessoa está disposta a viver no mundo de rancor e lástimas ou  caminhar para o mundo da reinvenção e do sucesso.

Situações imprevistas quando não resolvidas rapidamente, podem levar a complicações maiores ainda, muitas vezes até graves, prejudicando outras pessoas e empresas que não tem relação direta com o seu problema. 

Algumas dicas para  contornar  os imprevisto:

1)                      Tenha planos A, B e C por mais fácil ou eficaz que o projeto apresente.
2)                      Tenha controle emocional sob qualquer hipótese.
3)                Tenha humildade em se reunir com outras pessoas da equipe para sugerir alternativas.
4)         Reorganize as finanças URGENTE caso o imprevisto afete a parte econômica pessoal e ou empresarial, refazendo fluxos de pagamento e renegociando com fornecedores e credores.
5)                      Não prometa o que não poderá cumprir: seja realista.

Passamos neste exato momento por uma situação trágica e inesperada que exigirá de todos os brasileiros uma nova postura política e social: a morte precoce do candidato a presidência Eduardo Campos muda todo o cenário político do país. O partido e suas coligações devem no prazo rápido de 7 dias decidir o futuro do novo candidato a presidência e seus ideais. Os candidatos das oposições deverão modificar suas estratégias eleitorais para não correr o risco de uma inversão política nas urnas. Os brasileiros eleitores também terão que tomar uma nova decisão diante de um possível cenário.

Toda essa situação acima, acredito que tenha sido pouco prevista por qualquer partido, e, muito menos por nós eleitores. É um novo imprevisto que poderá ajudar toda uma nação  a amadurecer social e politicamente.

            Se a vida fosse um conto de fadas com início, meio e fim, não precisaríamos crescer e evoluir.  As empresas precisam de profissionais com disponibilidade de evoluir, e isto significa saber lidar sabiamente com situações imprevistas.

Então, diante do imprevisto, cresça, evolua, improvise e crie!


Uma boa semana à todos!

SHIRLEY CIPRIANO
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Urgente ou estratégico?



A Robert Half de São Paulo, empresa especializada em recrutamento e seleção divulgou uma pesquisa recente sobre as dificuldades encontradas pelos profissionais na execução de suas tarefas diárias.

Dos 1022 entrevistados, 58% reclamam que suas tarefas são constantemente interrompidas por outras necessidades do seu superior imediato (chefe). Eles acusam essas tarefas de serem urgentes de acordo com a concepção do chefe. O restante da pesquisa possui equilíbrio entre os demais tipos de interrupções:

ü  Excesso de e-mails
ü  Reuniões não programadas
ü  Telefonemas extensos de clientes
ü  Dificuldade em adaptar aos novos projetos/tarefas.

Este tipo de problema assombra a maioria das empresas, e, quando as delegações  “imediatistas” partem de cima para baixo, pode haver sim um indício de indefinição de metas e focos da empresa. Sim, muitos líderes esquecem o foco quando situações atípicas lhe são cobradas e a consequência é um efeito dominó que se estende para toda a equipe: “salve-se quem puder”. A verdade é que muitos líderes querem “mostrar serviço” sem questionar de fato a urgência do mesmo, passando por cima de muitos e contrariando equipes e subordinados.

O que é o Urgente? é aquela situação que exige sim que todas as outras tarefas sejam interrompidas para correção ou conclusão, que gera inclusive sérios riscos ao negócio se não executado. Agora, existem aquelas tarefas  estratégicas que podem entrar na lista de prioridades em meio a outras tarefas, porém sem o caráter de urgência, não comprometendo tanto uma atividade que o profissional naquele momento esteja fazendo.

Quando tarefas estratégicas são traduzidas pela “chefia” como urgentes, essas passam a comprometer o rendimento do empregado que se perde constantemente nas rotinas diárias para desviar a atenção para tal, e, ao final do período, nas análises de desempenho e avaliações de competências, este mesmo empregado corre o risco de ser mal avaliado nas questões de “desenvolvimento das atividades rotineiras” pelo fato das mesmas estarem sempre sendo comprometidas por outras tarefas inoportunas.

Se você vive essa situação como profissional, está na hora de ter uma reunião séria com seus superiores imediatos a fim de esclarecer quais são realmente as suas prioridades e principalmente quais são as prioridades da empresa. Essa conversa serve até mesmo de alerta para a alta direção que pode também estar vivendo essa situação de conflito entre tarefas urgentes e tarefas estratégicas colocando em risco o bom desempenho da organização e das equipes.

E se você é o líder, chefe, ou superior imediato que comumente convive com essa situação, pare um pouco, pense e reflita: “será que não está na hora de eu começar a estabelecer prioridades, analisar melhor o foco da empresa e saber julgar no momento exato o que é urgente e o que é estratégico?”

Boa semana à todos!

Shirley Cipriano


terça-feira, 1 de julho de 2014

A Inflação no Ensino Superior



Como sempre para cada peso haverá sempre duas medidas.

            Com a política de incentivo do governo federal de promover a educação habilitando maiores acessos aos jovens às faculdades através de financiamento do estado, um novo fenômeno surge: a inflação educacional.

O maior vilão é o próprio FIES – Fundo de Financiamento Estudantil criado pelo governo que permite que o estudante pague posteriormente os seus estudos em até 3 ou 4 vezes a duração do seu período de curso.  Porém, as escolas habilitadas no fundo, estão em média, praticando um reajuste superior às faculdades que não possuem política de financiamento junto ao governo. Ou seja, o governo promoveu a socialização e a educação, porém agora terá que contornar, ou melhor, controlar os reajustes abusivos dessas faculdades que estão impondo seus preços para garantir maiores margens.

Um estudo recente divulgado pela PUC-Rio mostra que as universidades que trabalham com o FIES reajustaram suas mensalidades em média 2,5% acima das faculdades que não adequam ao fundo. Os cursos de Medicina e Odontologia tiveram reajuste acumulado em 4 anos de 9,3%. Os números crescem à medida que os benefícios crescem também: em 2009, o número de beneficiados pelo FIES era de apenas  32.781, e hoje, chegam a meio milhão de pessoas beneficiadas!

Um grande mérito do governo que tem agora pela frente a missão de frear a inflação e reduzir o endividamento dos próprios estudantes que correm um sério risco de se tornarem inadimplentes após sua formação: ou pelo fato de não conseguir se encaixar no cargo no qual se formou ou pelo fato de não ter um salário compatível com o reajuste do financiamento que na época foi proposto.

Vamos ficar atentos aos reajustes semestrais / anuais de faculdades, principalmente vocês estudantes que atualmente utilizam o FIES. É hora de criticar, acompanhar e pensar no seu futuro financeiro e profissional.

Uma boa semana à todos!

Shirley Cipriano
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segunda-feira, 23 de junho de 2014

O Analfabetismo Científico – o maior problema no recrutamento de candidatos


Com a melhora crescente da economia e das relações de trabalho nas últimas duas décadas, especificamente no Brasil, diversas pessoas tiveram acesso a cursos de nível superior. Inúmeras faculdades foram implantadas, e, distribuíram cursos e especializações, hoje, questionáveis pelo Ministério da Educação. Na verdade, o governo só começou a se atentar sobre a qualidade do aprendizado dos cursos superiores nos últimos 5 anos, com uma fiscalização mais eficaz.

Enfim, recentemente o Instituto Paulo Montenegro juntamente com a Organização não Governamental Ação Educativa divulgaram números alarmantes: 60% dos brasileiros com idade entre 15 e 40 anos sofrem de analfabetismo científico: é a incapacidade de compreender e aplicar conceitos científicos básicos no dia-a-dia, ou trabalhar e aplicar na empresa conceitos mais complexos do que sua vivência rotineira.

Em regras gerais, 48% dos jovens sabem interpretar tabelas e gráficos porém não conseguem analisá-los e propor soluções, e, 16%  sabem ler e escrever mas não compreendem textos científicos, ou seja, tudo que foge ao vocabulário cotidiano não é interpretado: isto é ocasionado pela falta de hábito de leitura e a substituição de telejornais que trabalham linguagens formais por telenovelas que expressam apenas vocabulários populares.

Isso é um sério problema de recrutamento e seleção nas empresas. Àquelas empresas mais técnicas e exigentes costumam divulgar vagas por meses, ousando comprometer o trabalho de equipe com um quadro de pessoal mais reduzido do que arriscar um candidato que fatalmente não dará certo. Outras, mesmo já apontando em testes psicotécnicos, gráficos e gramaticais, riscos no profissional, estas optam por testá-lo e acabam gerando um alto giro de colaboradores que não se “encaixam” na vaga.


Duas dicas são fundamentais para eliminar estes riscos:

Para a empresa: chegamos a um nível que não basta boas referências de trabalhos anteriores do profissional. É necessário aplicar testes de conhecimento científico bem apurados, pesquisar conceitos do MEC na avaliação dos cursos e faculdades cursadas pelo candidato e conter bruscamente a ansiedade em substituir rapidamente um membro da equipe. Essas ações eliminam grandes riscos ao escolher um candidato.

Para os profissionais: recicle-se e especialize-se. Talvez o curso ou a faculdade não sejam realmente os mais conceituados do mercado mas sempre existe a possibilidade de corrigir e aprimorar conhecimentos. Buscar especializações em instituições recomendadas é essencial.  Dedicar no mínimo meia hora por dia ao hábito de leitura, aliás, textos mais complexos e criar o hábito de assistir a telejornais mais técnicos geram com um certo tempo a capacidade e a habilidade científica, ausente em 60% dos brasileiros.

Então, vamos ler mais e procurar assistir a alguns programas mais cultos para que possamos evitar riscos de recolocação profissional e termos uma capacidade melhor de conversar e articular com outras pessoas.


Boa Semana à todos!

Shirley Cipriano

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